Tambaqui, produto enlatado, aquicultura e paisagem do Cerrado tocantinense

Desafio Industrial FIETO 2026 · Tocantins

Tambaqui do Cerrado

A primeira conserva comercial de tambaqui do Brasil — shelf-stable, sem cadeia fria, com tecnologia validada pela Embrapa e modelo asset-light que transforma matéria-prima regional em produto industrial shelf-stable, abrindo um mercado de R$ 2 bi que o Brasil hoje abastece com importação.

100% Tocantins
O problema que resolvemos

O Tocantins tem a matéria-prima. O Brasil importa o produto acabado.

O tambaqui representa 52,59% de toda a produção de pescado do Tocantins (SEPEA-TO / IBGE, 2022) — a matéria-prima não é o problema. O problema é a ausência de indústria de processamento local: o pescado sai da região in natura, sem identidade, enquanto mais de 80% do peixe enlatado consumido no Brasil vem do exterior (MAPA/ABIPESCA, 2022).

Nossa solução é direta: uma conserva shelf-stable — sem freezer, 36 meses de validade — produzida em co-packer certificado (SIF) em Palmas, com base na tecnologia pública da Embrapa para conservas de peixes nativos. Modelo asset-light: sem fábrica própria, primeiro lote por R$ 15–45 mil, risco mínimo.

2% do pescado tocantinense tem processamento industrial hoje
+80% do peixe enlatado consumido no Brasil é importado
R$ 15–45k custo do primeiro lote no co-packer, sem fábrica
36 meses de validade sem cadeia fria (shelf-stable)
Linha de produto

Três linhas que capturam o valor inteiro do peixe.

Do filé enlatado ao concentrado proteico do coproduto — nada é desperdiçado. Cada linha atende um canal diferente e maximiza a receita por lote.

01

Conserva de tambaqui

Produto base: tambaqui em lata 170 g e 300 g. Shelf-stable, 36 meses de validade, sem conservantes artificiais, 20 g de proteína/100 g (TACO/NEPA-UNICAMP). Sabores: ao natural, em azeite do Cerrado e ao molho de pequi. Custo estimado de produção ~R$ 6,50–8,50/lata, preço de venda ~R$ 12–18/lata — valores a validar no lote-piloto com co-packer.

02

Concentrado proteico

Coproduto gerado no processamento (cabeça, espinha, aparas) transformado em concentrado proteico de alto valor nutricional. Destinado à merenda escolar via PNAE e à cadeia local de ração animal — zero desperdício, receita adicional por lote.

03

Linha premium

Segunda fase: pirarucu em conserva (tecnologia Embrapa já validada para a espécie) e formato sachê — maior margem, apelo gourmet e canal e-commerce. Diferencial de posicionamento frente às sardinhas importadas.

Modelo de produção

Asset-light: marca, fórmula e rastreabilidade — sem fábrica própria.

A produção é 100% terceirizada em co-packer já certificado com SIF em Palmas, TO. A fórmula é baseada na tecnologia pública da Embrapa para conservas de peixes nativos (pirarucu), adaptada ao tambaqui. Isso elimina o risco de capital da fase inicial e acelera o time-to-market — o primeiro lote sai por R$ 15–45 mil, sem investimento em infraestrutura.

Economia Circular

Zero desperdício — cada parte do peixe gera receita.

O modelo de economia circular é central para a viabilidade econômica do projeto: o coproduto do processamento (cabeça, espinha, aparas) vira concentrado proteico para merenda escolar e cadeia de ração animal, gerando uma segunda fonte de receita por lote e eliminando o custo de descarte.

Lote #TOC-4092 Origem: aquicultura certificada · Tocantins
ESG Ativo Rastreado
450 kg Tambaqui do Cerrado Conserva · varejo e B2B
+ aproveitamento
550 kg Concentrado proteico Merenda escolar · PNAE
Impacto na cadeia

De 2% para um valor justo — distribuindo o ganho na origem.

Quatro frentes de impacto que justificam o projeto para o Desafio FIETO e para o mercado.

Industrialização regional

O Tocantins exporta matéria-prima e importa produto industrializado — um ciclo que retira riqueza da região. A conserva de tambaqui cria a primeira cadeia industrial local para o pescado nativo, gerando valor agregado, empregos e receita fiscal dentro do estado.

Logística sem freezer

Shelf-stable significa que a conserva pode ser transportada e armazenada em temperatura ambiente por 36 meses. Isso elimina a principal barreira logística do pescado no Centro-Oeste e no Nordeste — onde a cadeia fria é cara e fragmentada.

Substituição de importação

O Brasil importa mais de 80% do peixe enlatado que consome — principalmente sardinhas do Marrocos e atum do Peru (MAPA/ABIPESCA, 2022). O Tambaqui do Cerrado ocupa esse espaço com proteína brasileira, regional e com rastreabilidade de origem ao consumidor.

Alimentação escolar (PNAE)

O PNAE destina R$ 4,5 bilhões/ano para alimentação escolar, com mínimo de 30% reservado para fornecedores locais (Lei 11.947/2009). O concentrado proteico do coproduto abre esse canal desde a fase 1 — e a conserva entra como proteína na fase 2, com chamada pública direta.

Modelo de negócio

B2B + B2C agora. B2G e PNAE na fase 2.

Asset-light: a marca detém fórmula, rastreabilidade e canais — a produção é terceirizada. Receita em três frentes: venda da conserva (varejo e B2B), concentrado proteico (merenda e ração) e linha premium (pirarucu / sachê, fase 2). Custo de entrada por lote: R$ 15–45 mil, sem investimento em fábrica.

Varejo e supermercados Atacarejo e distribuidores E-commerce próprio Food service e cooperativas Merenda escolar (PNAE) Linha premium · pirarucu
Fases do projeto

Da validação ao mercado nacional — com o menor risco possível.

Quatro fases desenhadas para validar antes de escalar. A tecnologia Embrapa já existe. O co-packer em Palmas já existe. O mercado já existe. O que falta é o produto na gôndola.

  1. Fase 1 · 2024/2025 Pesquisa, canvas de negócio, validação técnica e mapeamento do co-packer
  2. Fase 2 · 2025/2026 — em curso Desafio FIETO: amostra, mockup, fórmula adaptada, parceria com co-packer
  3. Fase 3 · 2026/2027 Primeiro lote piloto (R$ 15–45k), validação em varejo e food service
  4. Fase 4 · A partir de 2027 Escala, linha premium (pirarucu/sachê) e chamada pública PNAE
Sobre o projeto

Uma equipe tocantinense que identificou um problema real e construiu uma solução concreta.

O Tambaqui do Cerrado nasceu de uma constatação simples: o Tocantins concentra mais de 52% do pescado produzido no estado, mas não tem indústria de processamento local. O peixe sai in natura, sem identidade, enquanto o Brasil importa mais de 80% do peixe enlatado que consome — um paradoxo industrial que o projeto resolve.

Nossa proposta é validada pela ciência e viabilizada pelo mercado: tecnologia pública da Embrapa para conservas de peixes nativos, co-packer com SIF já ativo em Palmas e um modelo de negócio asset-light que permite o primeiro lote por R$ 15 a 45 mil — sem fábrica, sem freezer, sem desperdício.

01

Tecnologia validada

A base científica do produto é a pesquisa pública da Embrapa para conservas de peixes nativos amazônicos (pirarucu). A metodologia é adaptada ao tambaqui do Tocantins com suporte técnico e testes sensoriais — ciência pública a serviço do mercado regional.

02

Modelo asset-light

Sem fábrica própria, sem CAPEX pesado. A produção é terceirizada em co-packer certificado com SIF em Palmas, TO — já em operação. A marca detém fórmula, rastreabilidade e canais. Isso nos permite validar, iterar e escalar com capital mínimo e velocidade máxima.

03

Por que o Desafio FIETO

O Desafio Industrial FIETO 2026 é o ambiente certo para provar que a ideia funciona. Chegamos com dados, amostra e mockup — não com uma promessa. Queremos posicionar o Tocantins no mapa da indústria alimentícia nacional com um produto que carrega identidade regional e tecnologia pública.

Nossa equipe

Ana Karoline
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Ana Karoline Desenvolvedora Júnior · SSP-TO
  • Graduada em Jogos Digitais
  • Tec. em Desenvolvimento de Sistemas
  • Eng. de Software (em curso)
Willian Brito
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Willian Brito Desenvolvedor Front-end
  • Desenvolvimento Front-end
  • Interfaces e experiência do usuário
Nareilson
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Nareilson Desenvolvedor de Aplicativos
  • Desenvolvimento mobile
  • Aplicativos nativos e híbridos
Maria Eugenia
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Maria Eugenia Engenheira de Alimentos
  • Engenharia de Alimentos
  • Tecnologia e processos alimentares
  • Adaptação de fórmulas industriais
Leidson
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Leidson Líder / Negócios
  • Gestão e estratégia de negócios
  • Liderança de projetos industriais

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Interesse
Investimento Parceria de produção (co-packer) Distribuição e varejo Compra institucional / PNAE Fornecedor de tambaqui Imprensa e comunicação